Livro - Jim Morrison: o poeta-xamã

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O dia em que conheci Jim Morrison

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

MORRISON, RAUL E BON DYLAN - Músicos Poetas ou Poetas Músicos?

Musicas de boa qualidade sempre têm, além de uma grande melodia e uma ótima letra, e bandas e ou musicistas de boa qualidade, as compõe. Quantas letras lindas já deparam-nos, e percebemos desde o começo, ser um grande trabalho. Uma poesia musical.

Agora a dúvida. Músicos podem ser poetas? e poetas, podem ser músicos? Sem sombra de dúvida a primeira questão esta respondida. Grandes músicos podem ser sim grandes poetas, e tenho provas.Compositores famosos como Raul Seixas, Bob Dylan e Jim Morrison são alguns deles. Os maiores, sendo mais claro.

Pensava esta semana sobre qual tema iria registrar e mais uma vez vários “sinais” apareceram. Não, Jim Morrison não apareceu para mim, risos. Mas como gosto muito de poesia e rock n´roll, resolvi juntar os dois e escrever uma matéria. Não fui apenas à única a “ligar” duas obras de arte como poesia e musica, mas muitos famosos também.

Jim Morrison era um homem com personalidade forte, além disso, muito enigmático, culto e inteligente. Explosivo e exagerado ás vezes, mas com um grande dom de lidar com as palavras e com a voz. Suas apresentações eram teatrais, seu corpo fazia movimentos aleatórios e diferentes. Essas características são de um grande poeta e gênio musical. E com essas características principais para ser um poeta musical, Raul também tinha o mesmo gênio. Claro, com algumas alterações, mas sempre com a mesma personalidade, Difícil!Muitos poetas podem ser músicos também. Um exemplo é o próprio Jim Morrison que já escrevia em seus cadernos várias poesias e pensamentos conturbadores, de amor, ocultismo entre outros. Nada como o próprio Jim explicar: "Inicialmente eu não tinha a intenção de fazer parte de uma banda. Queria fazer filmes, escrever peças, livros. Quando me vi numa banda, quis trazer algumas dessas idéias dentro disso".

Jim Morrison, sempre interessado pelo desconhecido, oculto, escreveu poemas bastante confusos e ao mesmo tempo profundos.Obcecado pela morte, o tema era sempre tratado em suas letras, principalmente em “The End”, uma grande referência para observar melhor estes detalhes é só assistir o filme de Oliver Stone, intitulado The Doors (um dos melhores filmes que já assisti). Outra passagem interessante é onde Morrison descreve sobre a morte: “A primeira vez que descobri a morte… Eu, os meus pais e os meus avós, íamos de automóvel no meio do deserto ao amanhecer. Um caminhão carregado de índios, tinha chocado com outra viatura e havia índios espalhados por toda a auto-estrada sangrando. Eu era apenas um miúdo e fui obrigado a ficar dentro do automóvel enquanto os meus pais foram ver o que se passava. Não consegui ver nada – para mim era apenas tinta vermelha esquisita e pessoas deitadas no chão, mas sentia que alguma coisa se tinha passado, porque conseguia perceber a vibração das pessoas à minha volta, então de repente apercebi-me que elas não sabiam mais do que sobre o que tinha acontecido. Esta foi a primeira vez que senti medo... e eu penso que nessa altura as almas daqueles índios mortos – talvez de um ou dois deles – andavam a correr e aos pulos e vieram parar à minha alma, e eu apenas como uma esponja, ali sentado a absorvê-las”.


texto de RAFELA MACHADO

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