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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Jim Morrison: um personagem, um mito. Uma análise da performance do artista


Este ensaio procura refletir acerca da emergência do "mito" Jim Morrison através de sua performance e que relações sociais são suscitadas a partir da relação ídolo/fã. Minhas reflexões são baseadas, principalmente, nas referências teóricas de Barthes, Lévi-Strauss, Deleuze e Guatarri, Viveiros de Castro, Turner e Bauman, além dos materiais audiovisuais e uma biografia dos autores Hopkins e Sugerman sobre a vida e obra do cantor.

A história de Jim é costurada ao longo do tempo, indo muito além de sua morte. O contexto social, político, cultural em que Jim Morrison desponta como um ídolo nos anos 60, é peça fundamental para pensá-lo como um personagem mítico, não apenas da história do rock, mas, porque não, da própria cultura ocidental contemporânea.

Esta construção surge a partir do fato de Jim Morrison, enquanto ídolo que foi para sua geração, ser aclamado como pessoa com uma visão à frente de seu tempo, que conseguiu materializá-la através de suas atitudes, música e de sua oposição às normas da época.

Além disso, comparar Jim Morrison a outros personagens da cena artística, reflete esta ligação estrutural que dá sentido à fala mítica. Pode-se dessa forma compreender melhor o que ela quer dizer, pois há a associação com outros elementos pelos quais estas características também são atribuídas.

É o que Lévi-Strauss (1973) chama de mitemas, ou seja, estruturas que não têm sentido isoladamente, e sim, quando analisadas no conjunto. E, quanto maior for a quantidade de elos neste processo de significação, mais facilmente a linguagem simbólica será reforçada, simplificada e o mito, naturalizado.

Jim Morrison, como um xamã, um pagé, que, através da sua performance – a música, a encenação no palco, sua imagem – cumpre o papel de mediador possibilitando o trânsito e a comunicação com outras dimensões da “realidade”.


Monografia “Jim Morrison: um personagem, 'um mito', uma análise da performance do artista”, de Juliana Maul -  orientada pela professora Maria Elisa Máximo.



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