Livro - Jim Morrison: o poeta-xamã

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Livro: O dia em que conheci Jim Morrison

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Livro: Riders on the Storm: Minha vida com Jim Morrison

Livro: O grito, o mito e a história em Jim Morrison - A arte como choque e redenção

Livro: Jim Morrison - O Navio de Cristal

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anaweltt@gmail.com

quinta-feira, 30 de abril de 2009

LIVRO SOBRE O POETA JIM MORRISON




Professor lança livro sobre o POETA JIM MORRISON. O livro "O Navio de Cristal" fala de amor, sexo-êxtase, alquimia, xamanismo, Dionísio, loucura, perda de identidade, O caos, do político erótico (linda interpretação. Uma frase famosa de Jim), o fim, o presente eterno, o super-homem, sobre o que temos feito de nossas vidas, do mito, da embriaguês, do mistério, poesia, literatura. Vida.

A interpretação das principais letras:

- The End. Uma composição difícil intelecção, emblemática, arcanos a serem desvendados. 

- O Ônibus azul: a verdadeira história dessa enigmática e simbólica passagem.

- O Navio de Cristal: Jim inspira-se nos antigos mitos da tradição nórdica. 

- The Wasp: Jim vai as origens para falar de um passado que o homem esqueceu.

- Riders on the Stormuma das composições mais belas, de inspiração heideggeriana/sartreana.

- People are StrangeEssa agônica canção é fruto dos estudos que Jim fez de Freud e Sartre.

- The Celebracion Of The Lizard – uma letra inspirada num mito muito antigo. A letra revela a entrada num mundo de iniciação aos mistérios...viagem aos confins. Símbolos arquetípicos das iniciações e do caminho do herói.

Dentre outros poemas e letras.


NA LIVRARIA CULTURA:
www.livrariacultura.com.br

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

JIM MORRISON - O POETA ALÉM DAS PORTAS DA PERCEPÇÃO


Jim Morrison: o poeta além das portas da percepção

Em 1996 tive meu primeiro contato com a banda The Doors, a priori me interessei pela sonoridade psicodélica e pelas performances teatrais do vocalista Jim Morrison que como estudante de teatro levava encenações para o palco em um ritmo frenético, tal como em uma dança indígena.

Com o passar do tempo e o maior interesse pela literatura, deparei-me com autores clássicos como Rimbaud, Baudelaire, Kafka, Aldous Huxley, Willian Blake, Nietzsche e Jack Kerouac e de imediato Jim Morrison veio-me a mente como em uma espécie de quebra-cabeças. Era nítida a influência destes autores em Jim, que além de compor canções de densidade poética escreveu livros de literatura.

Jim Morrison caracteriza-se como um poeta da geração beat dos anos 60 que se encheu de rock n’roll. Falar de Jim como vocalista da banda The Doors é um tema demasiadamente exposto, por isso falaremos de Jim poeta, o que, muitas vezes, vai além das portas da percepção de quem ouve suas músicas.

De Nietzsche, Morrison tirou as postulações sobre os rituais dionisíacos gregos, em cujo delírio sagrado, causado pelo uso de drogas, levou o poeta a mostrar sua face real nos palcos. De Blake surgiria o nome da banda de Jim, “Quando as portas da percepção forem abertas, todas as coisas surgirão diante do homem como verdadeiramente são: infinitas.” Huxley usou esta frase para intitular um de seus romances. De Kafka usou a idéia de metamorfose interior, o conhecimento de seus próprios demônios e a dominação pela figura do pai. De Baudelaire veio a reflexão sobre a liberdade da morte. Com Kerouac (On the road) Jim conheceu o espírito beat.

Mas a maior influência literária de Jim Morrison foi o poeta francês oitocentista Arthur Rimbaud. O cantor, através de metáforas, citou-o várias vezes, como na canção “Wild Child” (Criança Selvagem), em que o último verso (“Lembra-se quando estivemos na África?”) é uma referencia a Rimbaud, que no auge de usa energia criativa abandonou tudo para viver na África. Jim costumava dizer que iria desaparecer neste continente.

De Rimbaud veio o gosto pela poesia simbólica e todo mistério que envolve esta corrente, na qual o uso das figuras de linguagem chega ao ápice, veio a articulação das expressões conforme pulsações humanas, o gosto pela violência, revolta, desordem, rebeldia e a precocidade (Rimbaud obteve a fama como poeta dos 16 aos 21 anos, Jim aos 21 já era um ídolo do rock).

Jim morreu em 1971 em Paris, onde passou a viver após o fim do The Doors. Assim como Elvis há os que acreditam que ele ainda está vivo. Seu túmulo está no cemitério Père-Lachaise em Paris, a literal “Sociedade dos Poetas Mortos”, ao lado de Oscar Wilde, Proust e Balzac.


Semíramis Corsi - Possui Graduação, Mestrado e doutorado em História pela UNESP/Franca. Atualmente é professora do Centro Universitário Claretiano - CEUCLAR. Atua nas seguintes áreas: Império Romano, Apuleio, História da Magia e das Religiosidades, Filosofia Médio-platônica.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

OLIVER STONE- distorção, caricatura e incompreensão


"Durante anos relutei em fazer uma coluna sobre os Doors e basicamente por dois motivos: O primeiro foi o terrível filme feito por Oliver Stone. Ao estereotipar a banda com uma caricatura horrorosa de Jim Morrison, Stone perpetuou uma imagem imutável desde então, fazendo de Jim um bufão sem sentido e drogado. O outro motivo veio em decorrência do próprio filme, que criou legiões de fãs acéfalos que se identificaram com a película, mas sem compreender a banda. Até um bar de nome Morrison surgiu e qualquer bobo que andava com uma garrafa de cachaça na mão começava a se dizer tomado pelo espírito de Jim. Mas minha recusa terminou ao ouvir pela centésima vez meu disco favorito deles, justamente o último, em um período de incertezas, brigas e que culminaria com a morte de Jim"(...).



Rubens Leme da Costa - 34 anos, jornalista da FOLHA DE SÃO PAULO, autor de inúmeros artigos sobre música, arte e outros assuntos.

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